Saltar para o corpo principal da página

Universidade Federal abre espaço para apresentação de crianças de Cruzaltense

Data: 26/02/2019

Parte das crianças que fazem aulas de balé e capoeira no Centro de Referência em Assistência Social de Cruzaltense pisaram pela primeira vez numa universidade federal. E o mais interessante é que a visita não foi para conhecer a universidade, mas para mostrar o que eles estão fazendo em termos de cultura, arte e esporte no município.  Os grupos foram convidados para se apresentarem para os universitários pela área de cultura da Universidade Federal da Fronteira Sul, dentro do Programa Cultural de volta às aulas.  O professor de Educação Física, de Educação e Cultura Afro e contramestre de capoeira, Maurício Antunes de Oliveira, que dá aula para as crianças, enalteceu a simbologia do momento. Disse que a capoeira, que é um dos símbolos da identidade brasileira chegou a ser com siderada crime no século passado. “Proporcionar que crianças de várias idades tenham contato com esta cultura e poder trazer a capoeira para dentro de um recinto público como é uma universidade e é muito importante para o respeito à diversidade brasileira e o combate à desigualdade e à discriminação”, disse.

Nas aulas do CRAS as crianças aprendem capoeira Angola, considerada a forma mais antiga de jogar capoeira que existe. É, ao mesmo tempo, uma atividade física, uma luta, uma dança e um jogo e, ainda, traz elementos da cultura e da musica, remetendo aos ritos sociais e de solidariedade entre os escravos brasileiros.

Já o balé faz parte da cultura universal. A  música é suave, os movimentos são delicados, mas também exigem força e preparo físico. O balé é a dança mais complexa que existe e exige muitos anos de estudo e dedicação para que se possa ver um resultado daqueles que encantam pelo profissionalismo, beleza e precisão. Em Cruzaltense as aulas são ministradas pela professora Fernanda Rosa, formada em balé, jazz e ritmos pela Escola de Belas Artes de Erechim.

O projeto está funcionando há menos de um ano e tanto no balé como na capoeira, os resultados demoram a aparecer. As crianças ainda não dançam como bailarinas e nem jogam como capoeiristas, mas são estimuladas  a aprender no seu ritmo, a serem persistentes, menos encabuladas e a terem mais autoestima. Para a Secretária de Assistência Social, Ana Paula Bertotti, estas apresentações de capoeira e ballet são importantes para divulgar como o município de Cruzaltense está valorizando a cultura. "Para as crianças esta valorização da cultura ajuda a moldar suas personalidades e condutas perante a sociedade, além de trazer conhecimento sobre expressões culturais realizadas em outro lugares do Brasil e do mundo", disse.

Arrow_Owl
Gallery big ecbca309697c2eef32ad40bf557cce93
DSC_0010.JPG